quinta-feira, agosto 30, 2007

Versões...

O ano passado, durante um determinado período, acabávamos os concertos com o "Where is my Mind?". Na altura, não me recordo quem sugeriu tal ideia, mas foi certamente algo que agradou ao Bruno (como é do domínio público, os Pixies são, para ele, a encarnação da banda perfeita...).
Ontem ensaiámos uma nova versão, desta vez sugerida a partir do lote de preferências do Emídio. Em princípio, será tocada no próximo concerto, que será a remarcação do tal que foi cancelado em Armação de Pêra (ainda não temos data, mas tudo aponta para dia 8 de Setembro...).

Väsq

domingo, agosto 26, 2007

I'm singin' in the rain...

O concerto publicitado em mensagens anteriores foi cancelado, em virtude do mau tempo que se fez sentir... Hoje em dia já não aguentam uma chuvinha, caramba...

Väsq

quarta-feira, agosto 22, 2007

New look... again

Desta vez inspirei-me numa sweat-shirt do nosso baterista...

Väsq

Enquanto as gravações continuam em stand-by... mais um concerto...

... Que será em Armação de Pêra, já no próximo sábado, dia 25 de Agosto.
Iremos tocar com os Ludo, no âmbito das comemorações do dia da cidade de Silves...

Väsq

terça-feira, junho 26, 2007

Maldito Med!

Bom, quando não podemos deitar a culpa na cidade de Berlim... deitamos no Festival Med!
É ele o responsável por mais uma ausência do Luís e, por arrastamento, pelo adiamento das gravações.
Daqui a uns meses, quando ouvirem estas novas músicas que tardam em chegar, focalizem bem a vossa atenção para o gabarito das pandeiretas: é que é, até agora, o instrumento que mais tempo demorou a gravar...!
Väsq

terça-feira, junho 19, 2007

segunda-feira, junho 18, 2007

De volta aos palcos, de volta às gravações...

Parece que afinal ainda estrebuchamos!
Regressámos mais ou menos ao activo, após um daqueles períodos de dormência que deixam formigueiro nos pés. Não estou bem certo, aliás, de que tenhamos saído dele: ainda hoje éramos para ter uma sessão de gravação (estamos a gravar o instrumento fulcral de qualquer disco que se preze: as pandeiretas), mas o Luís desmarcou-a, alegando estar em Berlim! É por estas e por outras que dá gosto tocar numa banda com tantos anos: as desculpas já são tantas, que às vezes temos de nos tornar criativos!...
De resto, as coisas vão caminhando na doce dolência pechanense. Estivémos a semana passada a re-ouvir os temas e a ver o que está a mais, a menos; o que se pode apagar e/ou recriar. Parece que vamos voltar a gravar mais umas guitarras que não ficaram tão bem. Nada que não se faça num mês. Ou dois.
Estamos com esperanças que a coisa esteja concluída lá para Setembro.
Entretanto, para desenferrujar os dedos e apagar a imagem não tão boa do último concerto (no Live Music, o tal que falei há uns posts atrás), estivémos, enquanto banda convidada, na final do Concurso + Música, em Loulé, no passado dia 2. Pessoalmente, gostei do concerto, mas mais ainda das opiniões que tenho ouvido a propósito do mesmo: que agora, ao contrário de antes, estamos muito mais "positivos" e "a abrir". Donde se pressupõe que há uns anos tocávamos para um punhado de gente que se deixava dormir enquanto cortava os pulsos...
Um pormenor técnico que não queria deixar de salientar: nos últimos concertos, temos andado a trabalhar com um novo técnico de luzes que faz coisas estonteantemente simples. No geral, ignora toda aquela parafernália de iluminação que costuma ofuscar os concertos e traz consigo meio dúzia de projectores, que utiliza para conseguir alguns jogos de sombra muito bem trabalhados. Creio que, apesar de só nos conhecer há uns meses, conseguiu fazer uma interpretação visual da banda muito apelativa. Nós, que abominamos aquelas luzes vindas de cima do palco brilhantemente irritantes, estamos rendidos...
PS: Não tenho por aqui nenhuma foto do concerto. Mas, numa das minhas navegações cibernáuticas, consegui interceptar algumas neste site:
Väsq

sábado, abril 21, 2007

VIVA!

E parabéns a quem faz hoje anos... E não estou a falar do Robert Smith ou da Rainha Isabel II...

Väsq

sexta-feira, abril 20, 2007

New look

...E para aqueles que ainda não repararam: o blog está com novo look! As cores foram inspiradas num polvo de peluche que tenho cá por casa...

Väsq

Sessões de gravação novamente activas

Dizem-me que já se regressou ao trabalho... dizem-me que as guitarras já estão e que as vozes já começaram... dizem-me que as coisas estão a correr bem...
Eu não sei, pois não ponho os pés nas gravações há mais de duas semanas. É que têm sido uns dias difíceis...
Väsq

terça-feira, março 27, 2007

Sessões de gravação em pause

Como se sabe, as sessões de gravação têm vindo a ser conduzidas em slow motion. Pois bem, esta semana vamos colocar a coisa mesmo em pause em virtude de um pequeno showcase que se irá realizar quinta, dia 29, na Live Music, em Faro (na Av. 5 de Outubro), pelas 17:30. Será interessante ver até que ponto é que conseguimos tocar seis músicas juntos, considerando que o último ensaio foi em Outubro do ano passado...
Väsq

sexta-feira, março 23, 2007

Guitarras e experiências de corda II

Considerando aquilo que escrevi há pouco no último texto publicado, bem podem imaginar como me senti quando cheguei ao local de ensaio na semana passada e, ao entrar, oiço não "Boa noite", "Então?", ou "Olá", mas um suspeito "Ai, ai...". No dia anterior, tinha estado apenas um pouco com os guitarristas e, portanto, ia ouvir pela primeira vez o que já se tinha gravado...
As más notícias cedo se confirmaram: a dupla tinha congeminado uns arranjitos novos na nossa ausência... as boas notícias: os arranjos estão bons e passaram, com visto positivo, a "censura" (i.e., eu e o Bruno). Afinal, nem sempre a tradição é o que é...
Väsq

quinta-feira, março 22, 2007

Guitarras e experiências de corda I

E eis que chegámos ao período crítico de qualquer gravação dos murangus: o momento em que o Emídio e o Luís se juntam para gravar as guitarras...
Perguntam os menos esclarecidos: "Crítico porquê? Os moços não são bons executantes? Demoram muito tempo a gravar? Não conseguem sacar um bom som do instrumento?". Não. Na verdade, eles até se desenrascam bastante bem: são rápidos (gravam muito mais rapidamente do que eu, por exemplo) e eficientes (a cada dia que passa o Emídio vai-se tornando melhor guitarrista e o Luís, apesar de se esquecer das músicas em alguns ensaios, é bastante certinho nas sessões de gravação). O temor é outro: as opções que por vezes tomam! Ainda mais porque em certos momentos nem eu nem o Bruno temos estado presentes...
Uma pequena história proveniente das sessões do "Latest Rags" talvez seja elucidativa: num dos dias em que os dois ficaram no local de ensaio até mais tarde a gravar vozes, recebi uma chamada do Luís. Eram 23h, eu estava de pantufas, a jantar, depois de um dia cansativo de trabalho. Do outro lado da linha, o Luís convidava-me para a audição de uma das músicas, que tinha as vozes já acabadas ("La Magie Paralysante"). "Tenho mesmo de ir aí? É que já estou de pantufas..." (a minha casa está apenas a 5 min. do local de ensaio...). Do outros lado, uma voz tudo menos tranquilizadora: "É que o Emídio fez aqui uns arranjos..." Ops... Huston, we have a problem! Toca a largar o jantar a meio e rapidamente calçar o que tinha a mão. Corrida até ao local de ensaio e... os piores receios confirmam-se: umas vozes em delay saídas directamente do álbum de José Cid "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" tinham invadido a nossa música e circulavam, libertas, por entre a voz doce da Audrey Tautou! Um terror!
Assim, desde o fatídico dia, deixar o Luís e o Emídio sozinhos tornou-se um hábito a não cultivar.
O problema é que, nestes últimos dias, por imposições profissionais e pessoais, nem eu nem o Bruno temos conseguido conciliar os nossos horários com os das sessões de gravação. Estão portanto a ver o problema que está criado...

Väsq

quarta-feira, março 21, 2007

Afinal a banda ainda existe...

Após um interregno de mais de dois meses, eis que finalmente nos encontrámos para continuar as sessões de gravação...
Tenho andado a adiar a reflexão sobre a gravação de guitarras (já começámos há uma semana...) e parece que ainda vou adiar mais um bocadinho... é que o sono é muito...

Väsq

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Unprinted spaces: o que as músicas dizem, o que nós dizemos delas e o que fica por dizer...

Muitas vezes, imagino (ok, talvez esteja a ser um pouco malicioso...) que deve existir em 90% dos cursos de jornalismo uma cadeira que aborde o top ten de perguntas-tipo para fazer a uma banda (“Que estilo de música é que tocam?”; “Quais são as vossas influências?”; “Porque é que cantam em inglês/francês/suahili”...). Há uma dessas perguntas que me coloca sempre em xeque por motivos que adiante especificarei: “Sobre o que é que são as vossas letras?”.
As respostas nem sempre são fáceis. Na altura em que saiu o “A windy day”, desenrascávamo-nos com respostas do tipo: “São sobre experiências pessoais”; “Abordam episódios do dia-a-dia” e por aí adiante. Actualmente, calha sempre ao Bruno responder à pergunta maldita, e ele, airosamente, remete a questão para os ouvintes (“Gostamos
que cada um as interprete à sua maneira”).
As reservas que tenho em relação a esta questão passam um pouco por esta última resposta. Sempre achei deveras irritante interpretações prévias (muitas vezes provenientes dos próprios criadores) de qualquer obra, desmistificando-a logo à partida. Ainda que com limites, cada música ou cada texto apresentará um leque de possibilidades de interpretação que é, desde logo, posto em causa com tais elucidações.
Por outro lado, estive não há muito tempo a visitar, ciberneticamente falando, os Flaming Lips e verifiquei que, SIM, eles também falam de cada uma das músicas que compõe, mas NÃO de um modo que reduza, à partida, uma interpretação das mesmas. Isto fez-me pensar que, afinal, não é
necessário olhar para a coisa de um modo tão extremista.

E todo este palavreado para quê? Bem, já que se está a fazer um diário de bordo das mais recentes gravações, porque não falar um pouco sobre algumas das ideias por detrás de cada música?

“Cow Eyes”: o título não é necessariamente literal (i.e., não, não estamos a falar de uma vaca e dos seus lindos olhos); traduz antes uma expressão que significa qualquer coisa como “olhar embevecido”. Neste sentido, a letra (escrita pelo Bruno) sugere uma quantidade de imagens que exploram essa ideia.
Como já foi aqui dito, a música foi a primeira ideia proveniente das mãos do Luís que conseguimos trabalhar até ao fim. Recordo-me de o ver brincar com uns acordes e de nós tomarmos nota dos mesmos muito rapidamente, não fosse esquecê-los (o que, com o Luís, é muito frequente...). A música ficou praticamente delineada no ensaio seguinte.

“Near-Life Weather Broadcast”: Neste caso, e mais uma vez, penso que o título é mais ou menos elucidativo... a ideia subjacente à letra é a de fazer uma espécie de relatório, onde se cruzam aspectos meteorológicos, sazonais e vivências... ou, se quiserem, como é que a mudança de estação nos dá cabo da cabeça.
A música surgiu quase por acidente: enquanto dedilhava uma viola, reparei que dois acordes tinham exactamente as mesmas notas, excepto uma. E aproveitei-os para a canção. A letra irrompeu quase instantaneamente; encontrávamo-nos precisamente numa mudança de estação (neste caso, no princípio do Outono).

“Satellite”: Neste caso, o título não é tão linear. A letra, escrita pelo Emídio, evoca (e penso não estar a elucidar por completo o seu sentido, já que o texto não se esgota nesta ideia) aquelas noites terríveis em que, por mais que queiramos, não conseguimos dormir. A música nasceu de um improviso no local de ensaio.
A gravação vai ajudar a “arrumar” as ideias de cada um e com isso iremos perder um dos elementos mais característicos da canção: o facto de a mesma ser tocada de maneira sempre diferente pelo Luís (sim, é verídico: ainda não o ouvi, quer em concertos, quer em ensaios, tocá-la da mesma forma)...

“Single Bedroom”: Como já foi dito em textos anteriores, esta é a primeira letra criada em conjunto pela banda (ainda que a partir de algumas ideias já delineadas pelo Bruno). Quase metade da letra consiste na repetição do segmento “The big brown fox jumps over the lazy dog”. Para aqueles que trabalham em design gráfico e que estão habituados a escolher constantemente tipos de letra, a frase poderá soar familiar... Agora juntem à mesma o título e percebem algumas das nossas intenções por detrás da letra... ou não!
Creio que esta foi uma das muitas ideias (neste caso particular, acho que partiu do Emídio) que tínhamos gravado num dos muitos minidiscs que compilam rascunhos trabalhados no local de ensaio. Felizmente, não ficou esquecida...
Väsq

terça-feira, janeiro 09, 2007

sábado, janeiro 06, 2007

Baixos_Single Bedroom; Near-life Weather Broadcast

Esta coisa de fazer baixos corridos não é para mim! Agora percebo porque é que os Depeche Mode só têm baixos sintetizados!...
Vá lá, só falta mais uma música e é com palheta...
Väsq

sexta-feira, janeiro 05, 2007

The Pommery Brut Royal sessions

Nada como festejar duas vezes o ano novo... As vantagens em trabalhar num local afectado pela paranóia dos atentados tem os seus benefícios... particularmente se trabalharmos num Check-In de um aeroporto e tivermos, a dada altura, de informar os passageiros que garrafas com líquidos não podem entrar no avião.
Foi mais ou menos nestas circunstâncias que o Emídio conseguiu arranjar uma boa garrafa de champanhe francês (Pommery Brut Royal) para começarmos as gravações em 2007 da melhor maneira. Todos nós fomos passar o fim de ano a sítios distintos e particularmente distantes uns os outros: Sagres, Faro, Altura, Sevilha; pelo que este foi o primeiro momento do novo ano que estivémos juntos. Nós e o Pommery, pois claro.
Nas sessões anteriores, do "Latest Rags", tivemos a companhia de um scotch valente (se bem que me recordo, era fortíssimo e sabia a fumo) durante boa parte das gravações. Ponderámos até chamar o EP de "The Ardbeg sessions", em homenagem ao líquido escocês que nos inspirou então. Por ora, e enquanto não temos um título totalmente definido (embora algumas ideias já estejam em mente), estas sessões serão as do Pommery. Se bem que a garrafa já se foi...

Väsq

domingo, dezembro 17, 2006

Baixos_Cow Eyes

One down, three to go...
Väsq

sábado, dezembro 16, 2006

Baterias: fine. Venham os baixos!

Após gravarmos alguns ritmos que irão servir de base para possíveis remisturas das músicas, começámos esta semana (mais propriamente quinta, dia 14) a gravação dos baixos.
Todas as vezes que entro em estúdio servem sempre para mostrar-me a mesma coisa: não gosto de gravar. Entenda-se: gosto de todo o processo e de ver a forma como o mesmo vai sendo encaminhado por nós os quatro. Não gosto mesmo é de gravar, eu próprio. Sou um instrumentista muito pouco dedicado e, talvez por isso o processo seja sempre um tanto ou quanto doloroso. Ainda mais porque toco um instrumento que conduz as músicas e que, por isso mesmo, tem de estar certinho.
É claro que, por isso mesmo, as gravações servem sempre, talvez mais a mim do que a qualquer outro elemento da banda, para arrumar um pouco a casa: encaixar devidamente os ritmos com o Bruno, verificar dissonâncias e harmonias com as guitarras, etc. No fundo, um pouco como ir ao dentista: um processo doloroso, mas necessário...

Väsq